sexta-feira, 16 de maio de 2014

Cidades de Papel de novo?!

"Você vai para as cidades de papel e nunca mais vai voltar"
  Sim galera! Cidades de Papel de novo no blog, o que acontece é que eu terminei de ler esses dias e senti uma necessidade imensa de escrever sobre esse livro e colocar pra fora tudo que veio na minha cabeça depois que fechei ele pela última vez. Preparem-se para viagem!
  Começo minha opinião sobre o livro com um CARAMBA! QUE BOM QUE LI ESSE NEGÓCIO! A primeira vista pensei que John Green escrevesse livro para menininhas, mas não sei porque a capa dizia "leia", e agora eu digo para vocês que tem o meu mesmo preconceito. O livro é ótimo e seu público alvo não são adolescentes histéricas em busca de romances água com muuuito açúcar. Cidades de Papel é uma obra que tem romance, porém não é o foco principal do livro, é apenas algo que acontece por trás da trama desenvolvida.
  O que acontece é que o livro fala sobre Quentin Tarantino Jacobsen, que diz que seu único milagre foi ser vizinho de Margo Roth Spiegelman, uma garota extremamente impulsiva que vive altas aventuras não se preocupando com o futuro pré determinado pela sociedade. E Quentin, ou Q, era apenas ele mesmo, um rapaz comum, até que em uma noite Margo leva ele para uma de suas loucas aventuras, se vingando de várias pessoas com alguns peixes e Veet. Após essa noite de loucuras e do Q surtando de amores por Margo, ela simplesmente some, foge para algum lugar e deixa uma série de pistas para Q. Dessa forma, ele junto com seus dois amigos Ben e Radar, começam uma busca pelo paradeiro de Margo.
  Junto a essa estória a leitura se desenvolve com várias reflexões sobre a vida que os personagens levam e como eles enxergam outras pessoas, como por exemplo uma das conclusões que Q tem de Margo, que ele conhecia apenas uma de todas as Margos, a Margo da escola, a de sua casa, a de sua infância, mas não conhecia a Margo quando estava sendo apenas Margo. É engraçado ver esses pensamentos pois isso mostra a evolução de Quentin ao longo do livro, a princípio ele estava buscando Margo por sua paixão, pois a queria de volta, porém mas tarde sua busca se transforma em uma busca de quem é a garota que ele está procurando, já que chega a conclusão de que não a conhece realmente.

  Mas fiquem calmos porque o livro não se trata apenas de altas viagens filosóficas, como os personagens são adolescentes prestes a se formarem no ensino médio, também tem suas partes dedicadas as "farras" da juventude e junto a isso o autor colocou uma boa dose de comédia. São coisas que podem acontecer com qualquer adolescente insano, que vão desde conversas sem sentido, piadas idiotas, se embebedar em festas até ter uma lata de cerveja colada na mão. Digo, escrevo, com sinceridade que fiquei gargalhando feito louca lendo Cidades de Papel.
  Quanto ao final do livro (possíveis spoilers), há pessoas que disseram que ficaram decepcionadas e que não gostaram, porém eu gostei muito pois do início ao fim do livro John Green definiu a personalidade dos personagens e não deixou que nada interferisse nisso. Admito que pra mim se tornou algo previsível, por mais que eu tivesse vontade que acabasse de outra forma eu não tinha nenhuma esperança que fosse assim, pois não era algo que as características dos personagens permitissem. Mas acho que o final não ter sido "feliz" para muitas pessoas foi o que fez com que eu gostasse tanto do livro, ele não termina com um adeus forte e definitivo, ele deixa um talvez a espera do futuro, e eu, como qualquer pessoa, espero que esse talvez aconteça.
  No fim, Margo continua sendo Margo e Q continua sendo Quentin.


  Como já havia ganho o selo café com letrinhas, ai está! Recomendo que leiam Cidades de Papel, pode não parecer mas é algo bem divertido.
  Aceitam um café para acompanhar?

domingo, 4 de maio de 2014

Estória Musical #1



Todos que vão ao Havaii conhecem Beto, ele é o surfista mais famoso do lugar.
Vive o que tiver que viver...” ele diz. “antes que a vida te leve pro fundo do mar.  Melhor do que se apagar aos poucos é queimar.

Bem, dizia... Quando era jovem. O que não é mais o caso.
    Há dez mil anos Humberto era... Beto, O surfista. Ele pegava altas ondas, viajava o mundo em campeonatos de surf; conhecia muitas culturas, muitas pessoas.

Até que ele conheceu Doryan, e resolveu “segurar a onda”. Foi a melhor coisa que ele fez.

   Hoje ao olhar no espelho ele vê um rosto velho e cansado, um pouco zuado; ao olhar pro lado ele vê a mulher da sua vida, que aos seus olhos fica cada vez mais linda conforme o tempo passa.

   Humberto não realizou todos os seus projetos, e nem poderá mais fazê-lo; não tem mais disposição. Porém não se arrepende nem por um segundo de suas escolhas, ao contrário, fica muito orgulhoso delas quando vê seu filho sendo bem sucedido na vida; a cada visita ele conta um novo progresso.

   Sentado em uma cadeira de balanço lembrando-se de seu passado ele reconhece que não tem mais paciência pra ficar ao sol ardente, por isso ele tem um “barraco do Balacobaco”.

   Olhando para o céu ele agradece aos deuses pela sacanagem que fizeram com ele, por que um cara que foi surfista não gostar mais de sol é muita sacanagem!

Ainda bem que Doryan faz uma ótima limonada...

 “Segura a onda Dorian Gray – Engenheiros do Hawaii.”
 * Esta é uma estória fictícia criada por mim em um momento de loucura. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. MESMO.
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