quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mentes brilhantes além de seu tempo #1

  Podem acreditar, um post meu que acrescente algo ao seu legado cultural! Brincadeira, tiveram outros, mas esse é muito bom que você leia, principalmente se gostar de clássicos.
  Depois de ler alguns livros e ver outros filmes, notei que muitos autores "antigos" tinham um pensamento além de sua época. Lendo esses livros e os livros que inspiraram os filmes percebe-se que, das duas uma, ou você fica com uma sensação ruim e um trauma, ou adquire um dom de reflexão incrível, gerado apenas por acompanhar a história. Dessa forma, trago alguns títulos que peço que pensem com carinho antes de dizer não para eles, se não quiser ler não tem problema, assistir aos filmes também vale.
 * Vou falar sobre essas obras em algumas postagens pois se fosse apenas nessa ficaria muito extenso.

         Ray Bradbury - Fahrenheit 451


  Acho que esse foi o meu livro preferido de 2013, foi publicado em 1953 e se trata de um romance distópico (uma utopia negativa). O livro fala abertamente sobre um tempo em que a sociedade simplesmente não se importa com as informações, a população não se importa com o saber e não dá atenção para o que acontece a sua volta. Para manter a sociedade assim e evitar o fluxo de conhecimento o governo toma uma medida, horrenda, queimar livros! PAN PAN PAAAN! Os bombeiros são responsáveis por queimar os livros e dar a devida punição a quem insiste em mante-los, bem irônico...
  As pessoas em Fahrenheit se mantém restritas as telas, semelhantes a televisões, que possuem em sua casas e afirmam ser sua "família", com isso evitando até mesmo o contato social. Realmente parece que são robôs ou que estão sujeitos a algum tipo de hipnose, não demonstram emoções nem pensamento próprio.
  Como se trata de um romance distópico o livro não possui um "final feliz", apenas algo como "vamos esperar", mas não dá ao leitor aquela impressão concreta de esperança.


  O interessante na obra é que mesmo que ela passe a impressão de estar questionando a censura, alertar sobre um futuro em que as pessoas sejam tolas (para não dizer outra coisa) e que se tornem viciadas em tecnologia, a real intenção do autor era dizer como a televisão desestimula a ler. E realmente, uma vez que ela restringe a imaginação, e sem imaginação cade a graça em ler?
  Ainda que a intenção do autor não fosse a que eu descrevi, o livro gerou uma reflexão capaz de enxergar outros motivos além do de Bradbury, e acho que por isso que a obra se tornou um clássico, por resultar em mais de uma interpretação, mas principalmente por continuar a encantar leitores. Talvez o autor não tivesse a intenção de se manter por gerações ou de estar além de seu tempo, mas o que estava nas entrelinhas do livro fez isso por ele e fez gerar reflexão não só sobre a televisão e os livros, e sim sobre um todo estilo de vida e para onde o futuro irá se continuar como está.
  Ao menos foi o que eu pude ver...
  Acho que por isso, Fahrenheit 451 foi meu livro preferido de 2013. Espero que gostem tanto quanto eu, ou até mais.

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